Um pedacinho de mim

Setembro 22 2010

Desafio:

1. Abre a tua lista de música (no mp3, windows media player, o que quiseres).

2. Coloca no modo aleatório.

3. Carrega no play.

4. Para cada pergunta, escreve o nome da música que está a tocar.

5. Quando passares para a próxima pergunta, carrega no botão para avançar para a faixa seguinte.

 

Perguntas:

1. Como te sentes hoje? Formosa Mãe da Alegria - Consolata ??!!

2. Primeira decepção amorosa. Same Mistake - James Blunt

3. Como é que o mundo te vê? Parte de mim- Pedro Abrunhosa

4. Que música caracteriza a tua personalidade? Tenho-te presa a mim - Simplus

5. Tema da tua vida escolar. In the beginning - The Stills

6. Tema da tua vida adulta. Ouve-se o Mar - Mafalda Veiga

7. Música com que farias um videoclip. Faixa 8 de uma Kizomba :) acho que o nome é Ai, ai ai ai

8. Tema que cantavas num concerto. Balada de un soldado - Mafalda Veiga

9. Tua canção de namorados. Chante la la - uma outra Kizomba em francês

10. Tema do teu casamento. Não basta - Simplus

11. Tema do nascimento do teu primeiro filho. Momento - Pedro Abrunhosa

 12. Como é a tua vida?  Simplus - O segundo da mudança

13. A história da tua vida. Vestígios de Ti - Mafalda Veiga

14. Música que estará a tocar quando morreres. Yellow - Coldplay

15. Música do funeral. Cada lugar teu - Mafalda Veiga

16. Créditos finais. Paciência - Mafalda Veiga e João Pedro Pais

 

Eh pah... só kizombas :)

publicado por Ana Barreira às 23:37
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Setembro 20 2010

 

"Tão bom pudesse o tempo parar
E voltar-se a preencher o vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
E é tudo tão fugaz e tão breve."

  

 

publicado por Ana Barreira às 21:25

Setembro 20 2010

Sabe bem voltar-te a ver, sabe bem quando estás ao meu lado...

 

"Esperei-te no fim de um dia cansado
À mesa do café de sempre
O fumo, o calor e o mesmo quadro
Na parede já azul poente
Alguém me sorri do balcão corrido
Alguém que me faz sentir
Que há lugares que são pequenos abrigos
Para onde podemos sempre fugir


Da tarde tão fria há gente que chega
E toma um café apressado
E há os que entram com o olhar perdido
À procura do futuro no avesso do passado


O tempo endurece qualquer armadura
E às vezes custa arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito
Que não deixam partir nem deixam chegar


O escuro lá fora incendeia as estrelas
As janelas, os olhares, as ruas
Cá dentro o calor conforta os sentidos
Num pequeno reflexo da lua


Enquanto espero percorro os sinais
Do que fomos que ainda resiste
As marcas deixadas na alma e na pele
Do que foi feliz e do que foi triste


Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás ao meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu braço fechado


E tudo o que me dás quando és
Guarida junto à tempestade
Os rumos para caminhar
No lado quente da saudade."

 

 

Mafalva Veiga - Fim do Dia

 

publicado por Ana Barreira às 20:43

Setembro 20 2010

 

 

 

Cercado por uma espécie de guerra, refém de um sentimento de impotência, escuto tiros a uma centena de metros. Fumo escuro reforça o sentimento de cerco. Esse fumo não escurece apenas o horizonte imediato da minha janela. Escurece o futuro. Estamo-nos suicidando em fumo? Ironia triste: o pneu que foi feito para vencer a estrada está, em chamas, consumindo a estrada. Essa estrada é aquela que nos levaria a uma condição melhor.

 

E de novo, uma certa orfandade atinge-me. Eu, como todos os cidadãos de Maputo, necessitaríamos de uma palavra de orientação, de um esclarecimento sobre o que se passa e como devo actuar. Não há voz, não rosto de nenhuma autoridade. Ligo rádio, ligo televisão. Estão passando novelas, música, de costas voltadas para a realidade. Alguém virá dizer-nos alguma coisa, diz um dos meus filhos. Ninguém, excepto uma cadeia de televisão, dá conta do que se está passando.

 

A pobreza sai muito caro. Ser pobre custa muito dinheiro. Os motins da semana passada comprovam este parodoxo. Jovens sem presente agrediram o seu próprio futuro. Os tumultos não tinham uma senha, uma organização, uma palavra de ordem. Apenas a desesperada esperança de poder reverter a decisão de aumento de preços. Sem enquadramento organizativo os tumultos, rapidamente, foram apropriados pelo oportunismo da violência, do saque, do vandalismo.

 

Esta luta desesperada é o corolário de uma vida de desespero. Sem sindicatos, sem partidos políticos, a violência usada nos motins vitimiza sobretudo quem já é pobre.

 

Grave será contentarmo-nos com condenações moralistas e explicações redutores e simplificadoras. A intensidade e a extensão dos tumultos deve obrigar a um repensar de caminhos, sobretudo por parte de quem assume a direcção política do país. Na verdade, os motins não eram legais, mas eram legítimos. Para os que não estavam nas ruas, mesmo para os que condenavam a forma dos protestos, havia razão e fundamento para esta rebelião. Um grupo de trabalhadores que observava, junto comigo, os revoltosos, comentava: são os nossos soldados. E o resto, os excessos, seriam danos colaterais.

 

Os que não tinham voz diziam agora o que outros pretendiam dizer. Os que mais estão privados de poder fizeram estremecer a cidade, experimentaram a vertigem do poder. Eles não estavam sugerindo alternativas, propostas de solução. Estavam mostrando indignação. Estavam pedindo essa solução a “quem de direito”. Implícito estava que, apesar de tudo, os revoltosos olhavam como legítimas as autoridades de quem esperavam aquilo que chamavam “uma resposta”. Essa resposta não veio. Ou veio em absoluta negação daquilo que seria a expectativa.

 

Poderia ser outra essa ausência de resposta. Ou tudo o que havia para falar teria que ser dito antes, como sucede com esses casais que querem, num último diálogo, recuperar tudo o que nunca falaram. Um modo de ser pobre é não aprender. É não retirar lições dos acontecimentos.

 

As presentes manifestações são já um resultado dessa incapacidade.

 

Para que, mais uma vez, não seja um desacontecimento, um não evento. Porque são muitos os “não eventos” da nossa história recente. Um deles é a chamada “guerra civil”. O próprio nome será, talvez, inadequado. Aceitemos, no entanto, a designação. Pois essa guerra cercou-nos no horizonte e no tempo. Será que hoje retiramos desse drama que durou 16 anos? Não creio. Entre esquecimentos e distorções, o fenómeno da violência que nos paralisou durante década e meia não deixará ensinamentos que produzam outras possibilidades de futuro.

 

Vivemos de slogans e estereótipos. A figura emblemática dos “bandos armados” esfumou-se num aperto de mão entre compatriotas. Subsiste a ideia feita de que somos um povo ordeiro e pacífico. Como se a violência da chamada guerra civil tivesse sido feita por alienígenas. Algumas desatenções devem ser questionadas. No momento quente do esclarecimento, argumentar que os jovens da cidade devem olhar para os “maravilhosos” avanços nos distritos é deitar gasolina sobre o fogo. O discurso oficial insiste em adjectivar para apelar à auto-estima. Insistir que o nosso povo é “maravilhoso”, que o nosso país é “belo”. Mas todos os povos do mundo são “maravilhosos”, todos os países são “belos”. A luta contra a pobreza absoluta exige um discurso mais rico. Mais que discurso exige um pensamento mais próximo da realidade, mais atento à sensibilidade das pessoas, sobretudo dessas que suportam o peso real da pobreza.

 

Mia Couto,O País

 <http://www.opais.co.mz/index.php/opiniao/126-mia-couto/9298-a-pobreza-sai-muito-caro.html>

publicado por Ana Barreira às 20:06

Setembro 04 2010

"A vida é como uma tempestade: chega com um grande estrondo, faz-nos andar sempre a correr de um lado para o outro em busca de abrigo, e depois vai-se embora quase sem darmos por isso, sem sequer nos dar tempo de nos despedirmos."

 

(Baladas do Ultramar de Manuel Acácio, pp. 90, editora - oficina do livro)

publicado por Ana Barreira às 22:04

Setembro 02 2010

O ACOLHIMENTO

 

Chegou o dia da partida e, então disse-lhes:

Aquele que te faz mais festa

No dia da tua chegada ou da tua partida

Pode não ser aquele que te acolhe melhor.

 

Parte sem esperares nada de ninguém,

Apenas crente na riqueza de partir.

Se conseguires partir na paz e na alegria,

Porque vais abraçar outro mundo e outra gente,

Estás a demonstrar que o teu coração é enorme

E a tua partida é verdadeira.

 

A tua chegada será também uma chegada verdadeira,

pois será uma bênção para quem te recebe.

Não esperes encontrar a felicidade

Se não a levas já dentro de ti.

Enquanto anseias que os outros te façam feliz

Vais destruindo nos outros a capacidade de o fazer.

 

Todo aquele que parte tem que ser por si só uma bênção.

 A sua chegada deve despertar e unir os outros gerando neles

a capacidade de acolher.

 

No acolhimento é tão responsável

Quem chega como quem recebe.

Se alguma vez te sentiste mal acolhido

Deves perguntar se a tua partida e chegada

Foi uma entrega de generosidade

Que enriqueceu os outros

Ou se, pelo contrário, foi uma busca

De satisfação do teu egoísmo.

 

A riqueza da tua chegada

está na quantidade e qualidade de alegria

que conseguiu gerar nos outros.

 

Se a tua chegada é verdadeira

Vais sentir-te solidário com quem te recebe

E saberás sentir-te bem

De qualquer jeito que as pessoas forem.

É muito importante a tua capacidade

De simpatia e comunhão.

 

Quanto tu partes deves ter uma carga

De amor maior Do que quem te recebe

E desse modo compreenderás que todo o acolhimento que os outros te fizerem

Começa em ti.

 

Há muitas maneiras de acolher,

Mas a única verdadeira

É aquela que dá à pessoa

A possibilidade de ser ela mesma.

 

É muito bonito que te recebam

Com flores e canções,

Mas aquele que foi capaz de passar

Dois meses em silêncio a teu lado

Conscientemente à espera do que querias fazer

Teve uma capacidade de acolhimento

Tão bonita ou mais que a das flores.

 

O acolhimento verdadeiro

É aquele que cria condições para a pessoa

Se integrar na totalidade da vida,

Dentro das suas posses.

 

O acolhimento é festa

E é entrega na acção.

É uma celebração da riqueza humana,

Da pessoa em si,

E celebração de um projecto.

 

O acolhimento é sobretudo um encontro

Em que todos têm que se abrir

À volta da riqueza da unidade.

 

Se vais à espera de muitas coisas

Já estás a partir em inferioridade.

E se partes em inferioridade

Nunca te sentirás acolhido.

 

Por isso, Cristo te diz:

Não leves bolsa, nem alforge, nem duas túnicas…

Ou seja, não esperes dos outros,

Porque a tua riqueza humana e divina Te basta.

Acolhe para seres acolhido.

 

Se não aceitas a maneira como te acolhem

Não estás a acolher os outros,

E desse modo como podes exigir

Acolhimento a alguém?

 

Pe. Zé Luís

publicado por Ana Barreira às 22:58

Setembro 02 2010

Deixei este comentário nom post do Hugo Gonçalves que regressou de Missão em Angola. Achei pertinente o tema, e por isso partilho aqui!

 

 

 "A Missão em Portugal tb é importante... nós estivemos em Missão por aldeias do Fundão, Malpica do Tejo (perto de Castelo Branco) e no Alentejo, na Arquidiocese de Évora, numa aldeia chamada Alcáçovas... E o que a Maria diz é verdade... nós fomos o alento para aquelas pessoas... levamos Jesus e abrimos as portas das Capelas e Igrejas... E, mesmo quando as portas se fecham (a missão aqui é dificil, pois algumas pessoas simplesmente não querem saber de Deus), nós sentámo-nos no chão e começámos a cantar... E a noite de oração que estava quase a ser cancelada, começou ali mesmo e aos poucos foram aparecendo pessoas... A missão é aqui também... E acho que começa a ser mais urgente... Apesar de nestes países longiquos também ser extremamente necessário... Mesmo que seja pouco tempo, o pouco que damos revela-se muito para a quem tudo faz falta... Enfim... fica aqui a minha partilha! Bom regresso aos Tualas! O Movimento Missionário também já chegou e já está a preparar o novo ano: para o ano vamos estar na Ilha do Príncipe, e procuramos iniciar um novo projecto com destino meio incerto! Vamos ver onde Deus nos leva!!"

publicado por Ana Barreira às 17:39

Setembro 02 2010

"Sempre me fascinou a forma como, nas situações de crise,

o nosso cérebro parece fazer questão de nos trazer à lembrança

coisas que não têm nada que ver com o que estamos a viver."

 

("A Balada do Ultramar", Manuel Acácio, pp. 61, editora - oficina do livro)

publicado por Ana Barreira às 14:15

Um pedacinho de alguns momentos e pensamentos... O meu dia-a-dia e as minhas experiências e partilhas :)
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